Mosteiro de São Martinho de Tibães
SOBRE | ABOUT
O Mosteiro de São Martinho de Tibães (MSMT) situa-se na freguesia de Mire de Tibães, no concelho e distrito de Braga. Foi classificado como Monumento Nacional em 2024, estando atualmente afeto ao Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, sendo atualmente gerido pelo Património Cultural, Instituto Público.
Em finais do século XI, foi fundado o mosteiro de observância beneditina, no qual os monges seguiam as regras – silêncio, obediência, pobreza, oração e trabalho – prescritas por São Bento de Núrsia.
Em 1110, os condes D. Henrique e D.ª Teresa, pais de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, doaram a Tibães as terras adjacentes ao mosteiro e outorgam-lhe a Carta de Couto.
O mosteiro cresceu em privilégios e poder até ao século XIV sendo, após o Concílio de Trento, em 1567, escolhido para Casa-mãe da Congregação de São Bento dos Reinos de Portugal, com 22 mosteiros em Portugal e 13 no Brasil. Atingiu o seu máximo esplendor nos séculos XVII e XVIII, após ter sido transformado num dos maiores conjuntos monásticos do Portugal barroco e num importante centro produtor e difusor de culturas e estéticas, lugar de exceção do pensamento e arte portuguesa.
O mosteiro é constituído pela igreja, alas conventuais e espaço exterior, a cerca. O edifício que hoje existe foi construído ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX. Com uma arquitetura funcional, apresentava nesse tempo uma clara separação entre as áreas de oração, trabalho, lazer, comunicação com o exterior, zonas ocupadas pela comunidade residente e outras, reservadas para o uso como Casa-mãe da Congregação.
Em 1833/34, com a extinção das Ordens Religiosas, o mosteiro foi encerrado, os seus bens inventariados e postos à venda, exceto a igreja, o passal e uma zona conventual que, continuando propriedade do Estado Português, ficaram em uso paroquial.
Em 1986, o Estado Português, perante a degradação e delapidação deste património nas décadas anteriores, adquire-o, iniciando a sua recuperação com estudos, registos e limpezas que viabilizaram os projetos de restauro que se seguiram.
Mantendo os usos associados à Paróquia de Mire de Tibães, duas novas valências foram implementadas: a cultural, associada ao conceito internacional de Museu Monumento e Jardim Histórico, que permite percorrer, ver e sentir os espaços e os seus tempos; e a de acolhimento, onde a intervenção de recuperação do séc. XXI, adaptou a parte do edifício mais arruinada com as valências de uma hospedaria e de um restaurante.
EN
The Mosteiro de São Martinho de Tibães (MSMT) is located in the parish of Mire de Tibães, in the municipality and district of Braga. It was classified as a National Monument in 2024 and is currently under the responsibility of the Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, being managed by Património Cultural, Instituto Público.
At the end of the 11th century, a monastery of Benedictine observance was founded, where the monks followed the rules — silence, obedience, poverty, prayer and work — prescribed by São Bento de Núrsia.
In 1110, the counts D. Henrique and D.ª Teresa, parents of D. Afonso Henriques, the first king of Portugal, donated the lands surrounding the monastery to Tibães and granted it the Carta de Couto.
The monastery grew in privileges and power until the 14th century and, after the Concílio de Trento, in 1567, it was chosen as the Casa-mãe of the Congregação de São Bento dos Reinos de Portugal, with 22 monasteries in Portugal and 13 in Brazil. It reached its greatest splendour in the 17th and 18th centuries, after being transformed into one of the largest monastic complexes of Baroque Portugal and an important centre for the production and dissemination of cultural and artistic ideas, becoming a place of exceptional importance in Portuguese thought and art.
The monastery is composed of the church, the convent wings and the exterior area known as the cerca. The building that exists today was constructed throughout the 17th, 18th and 19th centuries. With a functional architecture, it presented a clear separation between areas of prayer, work, leisure and communication with the outside world, as well as spaces used by the resident community and others reserved for its role as Casa-mãe of the Congregação.
In 1833/34, with the extinction of the Religious Orders, the monastery was closed and its assets inventoried and put up for sale, except for the church, the passal and a section of the convent that remained property of the Portuguese State and continued in parish use.
In 1986, the Portuguese State, in response to the deterioration and loss of this heritage during previous decades, acquired the complex and began its recovery through studies, documentation and cleaning works that made possible the restoration projects that followed.
While maintaining the functions associated with the Paróquia de Mire de Tibães, two new roles were introduced: a cultural one, linked to the international concept of a Monument Museum and Historic Garden, allowing visitors to explore, observe and experience the spaces and their history; and a hospitality function, where the 21st-century restoration adapted the most deteriorated part of the building to include a guesthouse and a restaurant.
HORÁRIO | OPENING HOURS
Terça a Domingo: 10h • 18h
Encerrado:
1 de janeiro
Domingo de Páscoa
1 de maio
24 de junho
25 de dezembro
Tuesday to Sunday: 10 am • 6 pm
Closed:
January 1
Easter Sunday
May 1
June 24
December 25
CONTACTOS | CONTACTS
(+351) 253 717 900 / 253 087 929
https://www.mosteirodetibaes.gov.pt
tibaes@patrimoniocultural.gov.pt
REDES SOCIAIS | SOCIAL MEDIA
Ig: https://www.instagram.com/mosteiro_de_tibaes/
Fb: https://www.facebook.com/mosteirotibaes
MORADA | ADDRESS
Rua do Mosteiro, n.º 59 4700 - 565 Mire de Tibães, Braga,
LOCAL | VENUE
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