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Na Casa da Minha Mãe @ Livraria Centésima Página

EVENTO | EVENT

Anabela Mota Ribeiro e Patrícia Portela na 100.ª Página

SEX 10/07 | 18h30 | Apresentação de Livros

Na Casa da Minha Mãe

Anabela Mota Ribeiro regressa à ficção, com um romance incandescente que interpela o dito e o não-dito - é a confirmação do seu nome entre os melhores da ficção portuguesa atual.

Ao desmanchar a casa do pai após a sua morte, Conceição, a filha de um renomado psicanalista, encontra novos cadernos de uma paciente, escritora e estudiosa da obra de Machado de Assis. Neles reconhece um espelho do seu luto: também Ester enfrenta a orfandade, mas de uma mãe viva, em coma.

No hospital, Ester lê alto os seus escritos, como quem faz uma leitura de si própria. Nada, contudo, que a mãe possa receber; não só por estar em coma, mas porque a filha se lhe tornou uma estranha - mais, uma estrangeira, uma trânsfuga.

Esta partilha recorrente é uma viagem ao seu começo e ao seu fim (o presépio, o cemitério), identifica uma genealogia e o que esta implica de familiaridade e incompreensão, desvela uma condição de deslibido, isto é, sem amor pela vida e sem desejo sexual. Percorre e narra os labirintos da memória, num movimento ora dispersivo (mergulhando no inconsciente e no onírico), ora agregador no regresso à ideia de casa - que é o corpo, que é o mundo.

Anabela Mota Ribeiro nasceu em 1971 em Trás-os-Montes. Vive e trabalha em Lisboa. Fez a licenciatura e o mestrado em Filosofia na Universidade Nova de Lisboa. No doutoramento, que frequenta, prossegue o estudo do escritor brasileiro Machado de Assis. Foi visiting research fellow da Brown University em 2019. Publicou os livros O Sonho de Um Curioso (2003), Este Ser e não Ser. Cinco Conversas com Maria de Sousa (2016), Paula Rego por Paula Rego (2016), A Flor Amarela. Ímpeto e Melancolia em Machado de Assis (2017), Por Saramago (2018) e Os Filhos da Madrugada (2021 e 2022). Jornalista freelance, colaborou com diversos jornais e revistas, e trabalhou na rádio. É autora e apresentadora de programas de televisão, sendo os mais recentes Os Filhos da Madrugada (2021 e 2022, RTP3) e Calendário do Advento (2022, RTP3). Enquanto programadora cultural, colabora com instituições de referência. Entre outros projetos, assinou, com José Eduardo Agualusa, a curadoria da Feira do Livro do Porto em 2017, 2018 e 2020. É membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra. O Quarto do Bebé é o seu primeiro romance.

Hoje, 3 de Maio

«Fui condenado a ouvir o eco permanente de um disparo que não pintei.»

«Viver uma guerra à distância é como olhar para este quadro. É estar lá sem estar dentro, é estar de fora sem estar cá fora. Vivo à distância. a guerra à distância. o horror à distância. a morte à distância. o medo à distância. o desastre à distância. É tudo uma mera notícia.»

Hoje, 3 de Maio é um romance escrito a partir do quadro Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808, de Francisco José de Goya y Lucientes. Um retrato de quem fuzila e de quem é fuzilado numa Europa que permanece, até hoje, presa num tempo de guerra.

Patrícia Portela (1974). É autora de espetáculos, instalações e obras literárias. Tem um mestrado em cenografia e outro em filosofia; estudou dramaturgia, dança e cinema, em Lisboa, Utrecht, Londres, Helsínquia, Ebeltoft e Leuven. Cresceu em Macau, viveu duas décadas em Antuérpia e habitou brevemente em Paris e Poznan mas por razões meramente pessoais. Atualmente vive em Paço de Arcos. Itinera com regularidade pela Europa e pelo mundo e é reconhecida nacional e internacionalmente «pela peculiaridade da sua obra», com a qual recebeu vários prémios. É autora de romances e novelas como O Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e Novela APE) ou Hífen (finalista do Prémio Correntes d'Escritas, Prémio Ciranda em 2022 e escrito com uma bolsa DGLAB). É cronista regular do Jornal de Letras, Artes e Ideias desde 2017 e foi cronista na rádio Antena 1 em «O Fio da Meada» por 6 meses (2019-2020). Os seus textos foram reunidos e publicados no livro Crónicas Fora de Jogo em 2022. Durante a pandemia foi diretora artística do Teatro Viriato em Viseu, que nunca fechou as suas portas (2020-2022), e da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa (2023–2024).

Livraria Centésima Página

Av. Central 118–120

Braga

EN

Anabela Mota Ribeiro and Patrícia Portela at 100.ª Página

FRI 10/07 | 6:30 pm | Book Presentation

Na Casa da Minha Mãe

Anabela Mota Ribeiro returns to fiction with an incandescent novel that confronts what is said and left unsaid, confirming her place among the leading voices of contemporary Portuguese fiction.

While clearing out her late father's house, Conceição, the daughter of a renowned psychoanalyst, discovers new notebooks belonging to one of his patients, a writer and scholar of Machado de Assis. In them, she recognises a reflection of her own grief: Ester, too, faces orphanhood, but of a mother who is still alive, lying in a coma.

At the hospital, Ester reads her writings aloud, as though reading herself. Yet nothing reaches her mother; not only because she is in a coma, but because her daughter has become a stranger to her — more than that, an outsider, a defector.

This recurring exchange becomes a journey to both beginning and end (the nativity scene and the cemetery), tracing a genealogy and everything it implies in terms of familiarity and incomprehension. It reveals a state of emotional desolation, devoid of love for life and of sexual desire. The novel navigates the labyrinths of memory, at times wandering through the unconscious and the dreamlike, at others returning to the idea of home — as body, as world.

Anabela Mota Ribeiro was born in 1971 in Trás-os-Montes. She lives and works in Lisbon. She holds a degree and a master's in Philosophy from NOVA University Lisbon and is currently pursuing doctoral research on Brazilian writer Machado de Assis. She was a visiting research fellow at Brown University in 2019. Her published works include O Sonho de Um Curioso (2003), Este Ser e não Ser. Cinco Conversas com Maria de Sousa (2016), Paula Rego por Paula Rego (2016), A Flor Amarela. Ímpeto e Melancolia em Machado de Assis (2017), Por Saramago (2018) and Os Filhos da Madrugada (2021 and 2022). A freelance journalist, she has contributed to numerous newspapers and magazines and has also worked in radio. She has written and presented several television programmes, most recently Os Filhos da Madrugada (2021–2022, RTP3) and Calendário do Advento (2022, RTP3). As a cultural programmer, she collaborates with leading institutions. Among other projects, she co-curated the Porto Book Fair with José Eduardo Agualusa in 2017, 2018 and 2020. She is a member of the General Council of the University of Coimbra. O Quarto do Bebé is her first novel.

Hoje, 3 de Maio

“I was condemned to hear the endless echo of a gunshot I never painted.”

“Living a war from afar is like looking at this painting. It is being there without being inside it; being outside without truly being away. I live at a distance. The war at a distance. Horror at a distance. Death at a distance. Fear at a distance. Disaster at a distance. It all becomes just another piece of news.”

Hoje, 3 de Maio is a novel inspired by Francisco José de Goya y Lucientes' painting The Third of May 1808. It is a portrait of those who execute and those who are executed, in a Europe that remains, to this day, trapped in a time of war.

Patrícia Portela (1974) is the author of performances, installations and literary works. She holds master's degrees in Scenography and Philosophy and studied dramaturgy, dance and cinema in Lisbon, Utrecht, London, Helsinki, Ebeltoft and Leuven. She grew up in Macau, lived for two decades in Antwerp and briefly in Paris and Poznań before settling in Paço de Arcos. She regularly presents her work across Europe and internationally and is recognised for the distinctive nature of her artistic practice, which has earned her several awards. She is the author of novels and novellas including O Banquete (2012, finalist for the APE Grand Prize for Novel) and Hífen (finalist for the Correntes d'Escritas Prize and the Ciranda Prize in 2022, written with a DGLAB grant). Since 2017 she has been a regular columnist for Jornal de Letras, Artes e Ideias and was also a radio columnist on Antena 1 with O Fio da Meada (2019–2020). Her collected columns were published in Crónicas Fora de Jogo in 2022. During the pandemic she served as Artistic Director of Teatro Viriato in Viseu (2020–2022), which remained open throughout, and later of Rua das Gaivotas 6 in Lisbon (2023–2024).

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Av. Central 118–120

Braga

 
 

FONTE | SOURCE

Livraria Centésima Página
https://centesima.com

 

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